O poder máximo do impacto na linha da atração.

Em janeiro de 2023, a Louis Vuitton lançou globalmente a segunda colaboração com a artista japonesa Yayoi Kusama, dez anos depois da primeira, feita em 2012 sob a direção criativa de Marc Jacobs. A parceria tinha sido anunciada na primavera anterior e chegou às ruas como um takeover de fachadas: as flagships de Paris, Londres, Nova York, Tóquio, Chengdu e Milão receberam as bolinhas coloridas da artista, então com 93 anos. A ideia era simples e grande ao mesmo tempo: transformar cada loja em uma obra de Kusama, visível de longe, e usar as cidades como vitrine da coleção.
Em Paris, o prédio Art Déco da Champs-Élysées, construído por Georges Vuitton em 1912, foi coberto de pontos coloridos nos terraços, com uma escultura gigante da artista plantando as bolinhas na lateral, balões metálicos flutuando no hall de entrada e esferas nas vitrines. Em Londres, a Harrods ganhou um inflável de 15 metros de Kusama com o pincel em punho, e a loja da New Bond Street recebeu esculturas 3D e uma figura animatrônica na vitrine. Em Nova York, a fachada da Fifth Avenue mostrava um retrato da artista pintando com uma bolsa da coleção, e um robô de Kusama pintava a vitrine por dentro. Viralizou no TikTok.
Em Nova York, a maison abriu ainda duas pop-ups gratuitas. No Soho, no número 102 da Prince Street, o motivo de bolinhas multicoloridas cobre fachada e interior, com displays e manequins vestindo a coleção. No Meatpacking District, na 70-72 Gansevoort Street, a maior das duas ocupa o primeiro andar do prédio com um amarelo-dourado tomando piso, paredes e teto, paredes espelhadas e dezenas de bolas de espelho em 3D inspiradas na série Infinity Mirrors. As duas vendiam a coleção completa: prêt-à-porter, couro, acessórios, sapatos e perfumes. Ficaram abertas até a primavera e receberam em 31 de março a segunda parte da coleção.
A compra virou jogo: quem levava uma peça da coleção na loja do Meatpacking ganhava uma ficha para acionar uma máquina de garra cheia de bolas espelhadas e tentar sair com uma mini bola de Kusama. Fora da loja, a marca lançou uma série de minigames e um filtro de Instagram em edição limitada com o universo da artista. A direção da instalação é creditada à equipe criativa da Louis Vuitton, com fotos de Faye Mcleod. As matérias não trazem números de público ou de vendas; o resultado citado é a repercussão, com o robô da vitrine viralizando e a imprensa de design cobrindo cada fachada.
“equal parts shoppable and psychedelic”
a matéria · BizBash
Força em cada pilar e o que a mecânica entrega em cada um.
A fachada era a campanha. Quem passava parava, e quem parava entrava.
A bolinha cobriu o monograma e ninguém deixou de reconhecer a marca. Um gesto só, do teto ao piso.
Sem ativação e sem produto na mão: o residual é a foto e o item de edição.
As fontes lidas para este case, com link direto.
“a giant Yayoi Kusama sculpture peering over the building”
a matéria · Global Design News
“Kusama-ify your world”
a marca, sobre o filtro de Instagram · BizBash